Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

A StoneX revisou para cima a estimativa de oferta total de algodão do Brasil para 3,74 milhões de toneladas em 2026, após a conclusão do plantio nas principais regiões produtoras.

De acordo com a consultoria, o novo cenário está diretamente ligado com o bom desenvolvimento das lavouras na Bahia e reforça a perspectiva de exportações consistentes ao longo do ano, mesmo diante de um início mais moderado no mercado externo.

estimativas para a safra de algodão

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da empresa Raphael Bulascoschi, o foco agora está nas condições climáticas. “Com o plantio do algodão já finalizado, o mercado passa a acompanhar o clima nas principais regiões produtoras e, nesse ponto, temos visto sinais divergentes”, realça.

Na Bahia, onde as lavouras estão em estágio mais avançado, o clima tem favorecido o desenvolvimento da safra. “Um bom regime climático tem ajudado a safra a se desenvolver de forma excelente, com expectativa de que vejamos níveis produtivos próximos ao do ano passado. O clima obviamente precisará seguir benéfico para concretizar esses níveis de rendimento”, destaca Bulascoschi.

Já em Mato Grosso, apesar dos elevados níveis hídricos, o excesso localizado de chuvas tem contribuído para o surgimento de doenças fúngicas nos estágios iniciais em algumas áreas. Ainda assim, devido à precocidade do ciclo, não houve revisão nas estimativas de produtividade do estado até o momento.

A StoneX aponta que no balanço de oferta e demanda, o Brasil iniciou 2026 com menor dinamismo nas exportações. Ainda assim, a expectativa é de embarques consistentes ao longo do ano, especialmente se for confirmado um cenário de recuo produtivo nos Estados Unidos. A StoneX também chama atenção para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Índia no mercado da pluma, movimento que pode ganhar relevância estratégica ao longo de 2026.

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